D.,
hoje dei por mim a perguntar-me como estarias. Resisti ao impulso de to perguntar a ti. Espero que estejas bem.
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15.10.13
#14 letter to someone you've drifted away from
D.,
quando penso que está quase a fazer um ano desde aquele dia, apercebo-me que ainda faltam alguns meses. Muito menos dos que já passaram desde então.
quando penso que está quase a fazer um ano desde aquele dia, apercebo-me que ainda faltam alguns meses. Muito menos dos que já passaram desde então.
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30 letters
#14 letter to someone you've drifted away from
D.,
voltei a pensar em ti hoje. Houve qualquer coisa naquele metro vazio que me lembrou de ti. Nunca estivemos num metro vazio. Nunca estivemos naquele metro. Nunca passamos por ali juntos. O metro gritou o teu nome no momento em que entrei e o vi vazio. Um murro no estômago. E ainda nem nove da manhã eram.
voltei a pensar em ti hoje. Houve qualquer coisa naquele metro vazio que me lembrou de ti. Nunca estivemos num metro vazio. Nunca estivemos naquele metro. Nunca passamos por ali juntos. O metro gritou o teu nome no momento em que entrei e o vi vazio. Um murro no estômago. E ainda nem nove da manhã eram.
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30 letters
#14 letter to someone you've drifted away from
D.,
ontem lembrei-me de ti. Assaltaste-me o pensamento de repente. Havia meses que não pensava em ti. Ontem atingiste-me como um raio.
ontem lembrei-me de ti. Assaltaste-me o pensamento de repente. Havia meses que não pensava em ti. Ontem atingiste-me como um raio.
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#14 letter to someone you've drifted away from
D.,
reparei agora que a última carta que escrevi foi para ti. Fevereiro. Já nessa altura usei o número catorze.
reparei agora que a última carta que escrevi foi para ti. Fevereiro. Já nessa altura usei o número catorze.
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30 letters
22.2.13
#14 letter to someone you've drifted away from
D.,
há sensivelmente um ano atrás, um pouco menos, a maioria das minhas publicações eram sobre ti. Ninguém sabe, só eu. Era tudo sobre ti: as coisas que dizias, as coisas que eu te dizia, as coisas que fazíamos, a forma como me fazias sentir, como tínhamos uma coisa que eu nunca tinha tido com ninguém. Já não me lembrava que tinha escrito tanto sobre ti, de uma maneira ou de outra. E agora, quase um ano depois, ao ler tudo aquilo dou por mim a pensar o que é que tu tinhas de especial para me afetares tanto?. Que as coisas são capazes de mudar radicalmente no espaço de um ano, já todos sabemos, já todos o comprovamos pelo menos uma vez. Mas as coisas contigo são diferentes. Sempre foram. Nós nem sequer sabemos ser de outra forma. E se calhar foi por isso que aqui chegámos. Nunca fomos aqueles amigos que, efetivamente, falam sobre as coisas, pois não? Não me lembro de uma única conversa, uma conversa a sério, que tenha tido contigo. Nós nunca fomos de conversar. Pelo menos não um com o outro. Nós eramos diferentes. Eramos o impossível um do outro. E era essa a piada de nos darmos, certo? Mas as coisas mudaram. Afastámo-nos. E depois aproximámo-nos outra vez. E estivemos mais perto que nunca. E afastámo-nos. E aproximámo-nos outra vez, mas já não tanto. Gosto de pensar que de vez em quando precisamos de tirar férias um do outro. Mas agora afastámo-nos outra vez. Nem foi agora. Mas eu não sei quando foi. E a questão é essa, agora as coisas estão diferentes. Eu não sinto a tua falta. Não sinto aquela necessidade quase sufocante de falar contigo, apesar de nós não conversarmos. Não sinto vontade de pensar em ti. Aliás, confesso que esta foi a única vez que pensei em ti nas últimas semanas. As coisas mudaram. Ficámos bem um com o outro, não podíamos ter ficado melhor. E pode ser que um dia voltemos a sentir necessidade de voltar um para o outro. Mas eu não me lembro da última vez que falámos. E é essa a diferença entre o antes e o agora: antes, eu não conseguia evitar contar há quantos dias não falavamos e agora... agora, não faço ideia sequer quando isso foi, quanto mais quanto tempo passou. Podem ter sido duas semanas ou um mês. O tempo tem passado rápido sem ti. E eu sei que tu estás bem agora. Espero sinceramente que estejas bem agora. E que nunca tenhas parado, nem por um minuto, de lutar pelo que acreditas. Porque sabes, nós podíamos não conversar, mas sabemos tanto um sobre o outro. Tu és um mundo com mundos por dentro. Coisas que nunca descobriríamos se tivessemos, de facto, conversado. O que tivemos os dois, nunca tivemos com mais ninguém. E vamos lembrar-nos sempre um do outro por isso. Pelo que fomos. E talvez pelo que voltaremos a ser. Mas, até lá, vais ter sempre um lugar especial em mim e eu vou sempre sorrir quando pensar em ti.
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30 letters,
Vida
11.5.12
#1 Letter to your best friend
Dear I.,
[este tipo de coisas soa sempre melhor em inglês]
Como sabes, nunca fomos deste tipo de coisas e, como deves imaginar [ou não] é-me um bocado estranho estar aqui a escrever para ti. Não pela escrita em si [porque acredites ou não até tenho bastante vontade de te escrever] mas porque sei que vais ler isto, e vai ser sempre aquela estranha sensação de quem não está habituada a fazer este tipo de coisas contigo. Mas como estava a [tentar] dizer, e apesar de não sermos dadas a este tipo de coisas, tenho de confessar que nos últimos dias [semanas] tenho sentido bastante vontade de te escrever. Já várias vezes me sentei aqui mas as palavras não me saíam, seja lá o que isso for. Só para dizer que, e apesar de tudo, eu gosto muito de ti e nestes últimos dias [semanas] temos andado tão próximas, sabe tão bem. Devia ter sido sempre assim. Sabe muito bem contar-te aquelas coisas que habitualmente não te contava e saber essas coisas de ti também. Por mim, podíamos ficar assim durante muito muito tempo. Nunca deixaste de ser a minha melhor amiga, por mais esquisitas que sejamos. Eu gosto muito de ti e tu és a mais engraçada.
[este tipo de coisas soa sempre melhor em inglês]
Como sabes, nunca fomos deste tipo de coisas e, como deves imaginar [ou não] é-me um bocado estranho estar aqui a escrever para ti. Não pela escrita em si [porque acredites ou não até tenho bastante vontade de te escrever] mas porque sei que vais ler isto, e vai ser sempre aquela estranha sensação de quem não está habituada a fazer este tipo de coisas contigo. Mas como estava a [tentar] dizer, e apesar de não sermos dadas a este tipo de coisas, tenho de confessar que nos últimos dias [semanas] tenho sentido bastante vontade de te escrever. Já várias vezes me sentei aqui mas as palavras não me saíam, seja lá o que isso for. Só para dizer que, e apesar de tudo, eu gosto muito de ti e nestes últimos dias [semanas] temos andado tão próximas, sabe tão bem. Devia ter sido sempre assim. Sabe muito bem contar-te aquelas coisas que habitualmente não te contava e saber essas coisas de ti também. Por mim, podíamos ficar assim durante muito muito tempo. Nunca deixaste de ser a minha melhor amiga, por mais esquisitas que sejamos. Eu gosto muito de ti e tu és a mais engraçada.
22.2.12
#10 Letter to someone you don't talk as much as you'd like to
Ao T.,
Sinceramente, estou aqui a olhar para as letras e não sei o que escrever. Não sei o que te escrever. Mas sinto uma enorme necessidade de o fazer. Já superámos tudo. De uma maneira ou de outra, ultrapassámos tudo. Continuo a ter saudades tuas. Acho que já é a única coisa que sei ter de ti. Saudades. Tudo o resto está incluído. Sinto falta dos teus abraços. Nunca descobri ninguém que me abraçasse como tu o fazias. A forma como punhas os braços à minha volta e me puxavas para ti, sabes? Agora já quase não falamos. Bom dia, Boa tarde, Tudo bem? e ficamos por aí. E eu detesto esse lugar. Detesto ficar por aí contigo. Ainda tenho aquele boneco à frente do teu nome no meu telemóvel. Era incapaz de o apagar. Era como esquecer tudo o que fomos. E eu não quero esquecer. Ainda me lembro do dia em que o puseste lá. Lembro-me exatamente onde estávamos. E lembro-me de a seguir teres olhado para mim e teres dito pronto, assim gosto mais, tu não?. A verdade é que, por mais que tente, eu não me sei esquecer de ti. Ainda que, às vezes, fosse tão mais fácil se eu o soubesse fazer. O impacto que tu tens em mim é enorme. E eu tenho tantas, tantas saudades tuas.
Sinceramente, estou aqui a olhar para as letras e não sei o que escrever. Não sei o que te escrever. Mas sinto uma enorme necessidade de o fazer. Já superámos tudo. De uma maneira ou de outra, ultrapassámos tudo. Continuo a ter saudades tuas. Acho que já é a única coisa que sei ter de ti. Saudades. Tudo o resto está incluído. Sinto falta dos teus abraços. Nunca descobri ninguém que me abraçasse como tu o fazias. A forma como punhas os braços à minha volta e me puxavas para ti, sabes? Agora já quase não falamos. Bom dia, Boa tarde, Tudo bem? e ficamos por aí. E eu detesto esse lugar. Detesto ficar por aí contigo. Ainda tenho aquele boneco à frente do teu nome no meu telemóvel. Era incapaz de o apagar. Era como esquecer tudo o que fomos. E eu não quero esquecer. Ainda me lembro do dia em que o puseste lá. Lembro-me exatamente onde estávamos. E lembro-me de a seguir teres olhado para mim e teres dito pronto, assim gosto mais, tu não?. A verdade é que, por mais que tente, eu não me sei esquecer de ti. Ainda que, às vezes, fosse tão mais fácil se eu o soubesse fazer. O impacto que tu tens em mim é enorme. E eu tenho tantas, tantas saudades tuas.
20.5.11
#26 Letter to the last person you made a pinky promise to
Ao T. [e a tudo o que o T. é],
As coisas mudam. As pessoas mudam. E já sabes, a mudança assusta-me. Mas assusta-me ainda mais a possibilidade de perder alguém. O que não nos mata torna-nos mais fortes. Tenho saudades tuas. Tenho saudades do que éramos. Do que fomos. Do que já não somos. As coisas não têm sido fáceis e às vezes apetecia-me voltar a ter o que tínhamos. Tenho medo de ficar sem ti, sabias? Tenho mesmo. E não consigo fingir que não gosto de ti nem que não és importante. Nunca tive jeito para disfarçar coisas e não vai ser agora que vou passar a ter. Mas no fundo, e esta é a parte em que te digo o que nunca te disse, gostava de ter a tua coragem. Quando dizem que és cobarde e que foges das coisas, que evitas as pessoas e escondes os sentimentos, sabes? Gostava de ter só um bocadinho da tua coragem. Gostava de saber lidar com as coisas como tu lidas. Gostava de ter a capacidade que tu tens de fazer com que as coisas me passem ao lado, com que não me afectem. Nunca te disse. Quando estou ao teu lado sinto-me bem, sinto mesmo. E nunca achei que tivesses um poder tão grande sobre mim. Acho que nunca tiveste, até agora. Sempre foste importante, mas agora és muito mais do que isso. E, se a distância aperta os laços, os meus por ti estão cada vez mais apertados. Por isso, a ti e a tudo o que tu és, digo-te que és o meu melhor oposto, sempre foste. Agora estamos só diferentes. Os dois.
As coisas mudam. As pessoas mudam. E já sabes, a mudança assusta-me. Mas assusta-me ainda mais a possibilidade de perder alguém. O que não nos mata torna-nos mais fortes. Tenho saudades tuas. Tenho saudades do que éramos. Do que fomos. Do que já não somos. As coisas não têm sido fáceis e às vezes apetecia-me voltar a ter o que tínhamos. Tenho medo de ficar sem ti, sabias? Tenho mesmo. E não consigo fingir que não gosto de ti nem que não és importante. Nunca tive jeito para disfarçar coisas e não vai ser agora que vou passar a ter. Mas no fundo, e esta é a parte em que te digo o que nunca te disse, gostava de ter a tua coragem. Quando dizem que és cobarde e que foges das coisas, que evitas as pessoas e escondes os sentimentos, sabes? Gostava de ter só um bocadinho da tua coragem. Gostava de saber lidar com as coisas como tu lidas. Gostava de ter a capacidade que tu tens de fazer com que as coisas me passem ao lado, com que não me afectem. Nunca te disse. Quando estou ao teu lado sinto-me bem, sinto mesmo. E nunca achei que tivesses um poder tão grande sobre mim. Acho que nunca tiveste, até agora. Sempre foste importante, mas agora és muito mais do que isso. E, se a distância aperta os laços, os meus por ti estão cada vez mais apertados. Por isso, a ti e a tudo o que tu és, digo-te que és o meu melhor oposto, sempre foste. Agora estamos só diferentes. Os dois.
4.8.10
Das 30 cartas
Aquilo das 30 cartas está a passar por uma má fase. Está naquela fase em que se costuma dizer "devagar... devagarinho... parado". Está mesmo parado. Está parado porque encalhei na 24 e 25. A 26 já está escrita. E nas restantes também não sei o que escrever. Ando há dias devolta disto e não me ocorre nada. Estou totalmente sem ideias. Sem inspiração para textos bonitos. Não sei se é do calor ou se é mesmo de mim. Não sei, mas assim que conseguir retomarei isto.
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30 letters,
Confissões
25.7.10
#23 Letter to the last person you kissed
Não-há-cá-querido-nem-meio-querido,
Pelos vistos menti. Disse na outra carta que era tudo o que alguma vez terás de mim e agora vejo-me obrigada a escrever-te esta carta, mas acredita que só o faço porque é feio recusar-me a escrever cartas porque se isto é para fazer então é mesmo para fazer, custe o que custar. Por mais nojento que seja! Juro-te, mas é que juro mesmo!, que se pudesse voltar atrás no tempo nunca te teria beijado. Foi uma das coisas mais nojentas que já alguma vez fiz! E agora estou toda arrepiada porque ao escrever isto é impossível não me lembrar de todos os pormenores, que-nojo! Fiquei sem dúvida traumatizada com aqueles beijos! Acho que tens de aprender a distinguir "beijar" de "cuspir para a boca do outro". Novamente, QUE-NOJO! E para "a próxima", LAVA OS DENTES!
(esta foi, provavelmente, a carta mais difícil de escrever. E a mais nojenta também!)
Pelos vistos menti. Disse na outra carta que era tudo o que alguma vez terás de mim e agora vejo-me obrigada a escrever-te esta carta, mas acredita que só o faço porque é feio recusar-me a escrever cartas porque se isto é para fazer então é mesmo para fazer, custe o que custar. Por mais nojento que seja! Juro-te, mas é que juro mesmo!, que se pudesse voltar atrás no tempo nunca te teria beijado. Foi uma das coisas mais nojentas que já alguma vez fiz! E agora estou toda arrepiada porque ao escrever isto é impossível não me lembrar de todos os pormenores, que-nojo! Fiquei sem dúvida traumatizada com aqueles beijos! Acho que tens de aprender a distinguir "beijar" de "cuspir para a boca do outro". Novamente, QUE-NOJO! E para "a próxima", LAVA OS DENTES!
(esta foi, provavelmente, a carta mais difícil de escrever. E a mais nojenta também!)
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30 letters
#22 Letter to someone you want to give a second change to
Querido T.,
Vá eu dou-te uma segunda oportunidade para te ofereceres a comprar-me a casa. E como vês consegui arranjar aqui uma carta para ti! Seria um ultraje se no meio de 30 cartas não houvesse uma que te "servisse". Só tenho pena que a história de como nos conhecemos não seja bonita nem tão-pouco agradável (pelo menos para mim). Afinal de contas, conhecemo-nos por causa daquela pessoa que eu me recuso a dizer o nome. Conhecemo-nos porque tu estavas sempre com ele e eu também gostava de estar com ele (opá-que-nojo!). Enfim, deixando as más recordações para trás: lembras-te de quando eu te pedi o número de telemóvel e tu não me quiseste dar? Dizias que só "pessoas importantes" é que podiam ter o teu número de telemóvel. Ah claro! Lembras-te de eu depois te chatear durante as aulas de Português e de mandar mensagens? Mas tu achavas sempre que a Prof te ia apanhar e não me respondias... E mais importante ainda, lembras-te quando começámos a ter conversas de jeito no msn e sempre que eu lá aparecia tu dizias "então vamos ter a nossa mega conversa de hoje? :D" (qualquer coisa desse género, não me lembro bem qual era a palavra que tu usavas para definir as nossas conversas, desculpa). Mas pronto, depois tu deixaste de andar com aquela pessoa-nojenta e passaste a andar com pessoas decentes, lembras-te? Estou a falar de mim e deles os dois, sim. E isso foi um acontecimento feliz porque apartir desses dias eu cheguei à conclusão que tinha amigos a sério e que gostava muito de vocês. E senti-me importante para vocês. Por isso, gosto muito de ti T., obrigada por teres aparecido.
Vá eu dou-te uma segunda oportunidade para te ofereceres a comprar-me a casa. E como vês consegui arranjar aqui uma carta para ti! Seria um ultraje se no meio de 30 cartas não houvesse uma que te "servisse". Só tenho pena que a história de como nos conhecemos não seja bonita nem tão-pouco agradável (pelo menos para mim). Afinal de contas, conhecemo-nos por causa daquela pessoa que eu me recuso a dizer o nome. Conhecemo-nos porque tu estavas sempre com ele e eu também gostava de estar com ele (opá-que-nojo!). Enfim, deixando as más recordações para trás: lembras-te de quando eu te pedi o número de telemóvel e tu não me quiseste dar? Dizias que só "pessoas importantes" é que podiam ter o teu número de telemóvel. Ah claro! Lembras-te de eu depois te chatear durante as aulas de Português e de mandar mensagens? Mas tu achavas sempre que a Prof te ia apanhar e não me respondias... E mais importante ainda, lembras-te quando começámos a ter conversas de jeito no msn e sempre que eu lá aparecia tu dizias "então vamos ter a nossa mega conversa de hoje? :D" (qualquer coisa desse género, não me lembro bem qual era a palavra que tu usavas para definir as nossas conversas, desculpa). Mas pronto, depois tu deixaste de andar com aquela pessoa-nojenta e passaste a andar com pessoas decentes, lembras-te? Estou a falar de mim e deles os dois, sim. E isso foi um acontecimento feliz porque apartir desses dias eu cheguei à conclusão que tinha amigos a sério e que gostava muito de vocês. E senti-me importante para vocês. Por isso, gosto muito de ti T., obrigada por teres aparecido.
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30 letters
#21 Letter to someone you judged by the first impression
Querido S.,
Mais uma cartinha para ti, estás cheio de sorte... Esta tinha de ser mesmo para ti. Não vou negar que te achei uma coisa que não és. Principalmente quando vieste para o meu lado nas aulas de Biologia. Lembro-me de eu e ela nos termos virado uma para a outra e de ela dizer "que seca agora este vem para aqui!" e eu respondi "pois! E vai ficar ao meu lado, não é ao teu!" do género grande drama, grande drama! O que é que tu terás pensado quando te foste sentar ao meu lado? Seja como for, no outro dia estive a recordar como nos conhecemos. E acho que a nossa história é fantástica, acho mesmo. Fico mesmo contente por me ter enganado a teu respeito. A sério, és fantástico! A maneira como lidas com as pessoas, como tentas ajudar... Como ouves as pessoas... A sério, eu gosto mesmo de ti. Mesmo mesmo mesmo.
Mais uma cartinha para ti, estás cheio de sorte... Esta tinha de ser mesmo para ti. Não vou negar que te achei uma coisa que não és. Principalmente quando vieste para o meu lado nas aulas de Biologia. Lembro-me de eu e ela nos termos virado uma para a outra e de ela dizer "que seca agora este vem para aqui!" e eu respondi "pois! E vai ficar ao meu lado, não é ao teu!" do género grande drama, grande drama! O que é que tu terás pensado quando te foste sentar ao meu lado? Seja como for, no outro dia estive a recordar como nos conhecemos. E acho que a nossa história é fantástica, acho mesmo. Fico mesmo contente por me ter enganado a teu respeito. A sério, és fantástico! A maneira como lidas com as pessoas, como tentas ajudar... Como ouves as pessoas... A sério, eu gosto mesmo de ti. Mesmo mesmo mesmo.
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30 letters
#20 Letter to the one that broke your heart the hardest
A todas aquelas criaturas pelas quais tive a triste ideia de me apaixonar,
Vocês-são-uns-estupores-com-a-mania-que-mandam-no-mundo-e-que-podem-tratar-as-pessoas-como-bem-quiserem-e-vos-apetecer. Mas olhem, enganam-se! E tenho dito.
Vocês-são-uns-estupores-com-a-mania-que-mandam-no-mundo-e-que-podem-tratar-as-pessoas-como-bem-quiserem-e-vos-apetecer. Mas olhem, enganam-se! E tenho dito.
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30 letters
24.7.10
#19 Letter to someone that pester your mine - good or bad
Mini-cartas para pessoas mega-importantes:
T.,
Tenho saudades de chocar contigo. A sério. E sempre que acontece alguma coisa engraçada penso "bem, se tivesses aqui podíamos chocar..."
Ave rara,
Tão longe mas tão perto. Diz tudo. Penso em ti 163 vezes por hora.
Melhor amigo,
Sem ti sinto-me uma autêntica bomba relógio prestes a explodir. Volta rápido.
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30 letters
23.7.10
#18 Letter to the person you wish you could be
Querida mini-eu,
Não tenhas pressa de crescer está bem? A vida depois dos 10 começa a ser difícil. Sempre que olho para as tuas fotografias fico com vontade de pegar em ti ao colo e de fazer cutxie-cutxie nas tuas bochechinhas. Dás imensas dores de cabeça ao pessoal (e irás dar muitas mais à medida que fores crescendo) por isso tem pena deles e porta-te bem pode ser? Ah, e não tenhas pressa para ter o período! Nunca! É uma porcaria e vais fartar-te dele ao fim de 3 meses, believe me.
Não tenhas pressa de crescer está bem? A vida depois dos 10 começa a ser difícil. Sempre que olho para as tuas fotografias fico com vontade de pegar em ti ao colo e de fazer cutxie-cutxie nas tuas bochechinhas. Dás imensas dores de cabeça ao pessoal (e irás dar muitas mais à medida que fores crescendo) por isso tem pena deles e porta-te bem pode ser? Ah, e não tenhas pressa para ter o período! Nunca! É uma porcaria e vais fartar-te dele ao fim de 3 meses, believe me.
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30 letters
#17 Letter to someone from your chilhood
Querida "queres chocolate? Já que insistes..." (fica estranho dito assim)
Continuo a achar tão giro mas tão giro o facto de termos nascido com algumas horas de diferença, no quarto uma ao lado da outra... Desculpa mas acho giro. Foste a minha primeira amiga! E gosto muito das noites no msn que temos passado a rir às gargalhadas e a parecer cães a sufocar.
Continuo a achar tão giro mas tão giro o facto de termos nascido com algumas horas de diferença, no quarto uma ao lado da outra... Desculpa mas acho giro. Foste a minha primeira amiga! E gosto muito das noites no msn que temos passado a rir às gargalhadas e a parecer cães a sufocar.
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#16 Letter to someone that's not in your city or country
Querida ave rara,
Como eu gostava que tu estivesses aqui! Preciso de ti a um nível que às vezes quase que dói. Ainda me pergunto como é que foi que isto cresceu tão rapidamente e se tornou tão importante. Mas as razões não interessam para nada. E apesar de estares a muito km de mim, às vezes sinto-te mais perto do que muitas pessoas que vejo todos os dias. E na maioria das vezes quando sinto que preciso de falar com "alguém" tu és esse alguém. Tu sabes. És a minha melhor amiga e não quero saber que digam que não se pode considerar uma pessoa que não vemos, que não sentimos, nossos amigos. Porque acredita, eu sinto-te. És tão real como qualquer outro dos meus amigos. E pode parecer foleiro, mas já não consigo viver sem ti. The way you told everything by saying nothing.
Como eu gostava que tu estivesses aqui! Preciso de ti a um nível que às vezes quase que dói. Ainda me pergunto como é que foi que isto cresceu tão rapidamente e se tornou tão importante. Mas as razões não interessam para nada. E apesar de estares a muito km de mim, às vezes sinto-te mais perto do que muitas pessoas que vejo todos os dias. E na maioria das vezes quando sinto que preciso de falar com "alguém" tu és esse alguém. Tu sabes. És a minha melhor amiga e não quero saber que digam que não se pode considerar uma pessoa que não vemos, que não sentimos, nossos amigos. Porque acredita, eu sinto-te. És tão real como qualquer outro dos meus amigos. E pode parecer foleiro, mas já não consigo viver sem ti. The way you told everything by saying nothing.
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#15 Letter to the person you miss the most
Querido P. (o meu coelhinho),
Nem sabes a quantidade de vezes que penso em ti. Gostava tanto de te ter aqui. Lembras-te de quando chegaste cá a casa? Eu tinha de ir dormir mas não te queria largar. Lembras-te quando eu estava com frio e me agarrei a ti porque eras quentinho? Lembras-te quando estavamos os dois no sofá e eu adormeci e quando acordei tu estavas a dormir ao meu lado? Quando ficaste doente e os meus pais te levaram para o hospital fartei-me de chorar. E quando voltaste eu não te queria largar, outra vez. Lembras-te daquele penacho que tinhas entre as orelhas e de eu to estar sempre a pôr em pé? P., tenho saudades tuas e da companhia que me fazias. Gosto muito de ti também.
Nem sabes a quantidade de vezes que penso em ti. Gostava tanto de te ter aqui. Lembras-te de quando chegaste cá a casa? Eu tinha de ir dormir mas não te queria largar. Lembras-te quando eu estava com frio e me agarrei a ti porque eras quentinho? Lembras-te quando estavamos os dois no sofá e eu adormeci e quando acordei tu estavas a dormir ao meu lado? Quando ficaste doente e os meus pais te levaram para o hospital fartei-me de chorar. E quando voltaste eu não te queria largar, outra vez. Lembras-te daquele penacho que tinhas entre as orelhas e de eu to estar sempre a pôr em pé? P., tenho saudades tuas e da companhia que me fazias. Gosto muito de ti também.
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#14 Letter to someone you've drifted away from
Mais outra carta para ele? Não obrigada. Leiam a #12 que é suficientemente grande para chegar para duas cartas.
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