14.12.17

Já vos contei?

tenho um email novo todo bonito:
emaildamanganet@gmail.com
escrevam-me cartas para lá.

4.12.17

Os opostos atraem-se

vestir o pijama polar e comer gelado.

Daquela coisa do antes eu costumava cantar no duche, agora penso sobre a vida

hoje estava a tomar duche quando me apercebi que uma das melhores decisões que já tomei foi não me ter inscrito no mestrado. dar o salto para fora quando o chão ali já não me chamava. a vida faz-me muito mais sentido assim.

Fica a nota

aquelas pessoas que acham que não existem perguntas parvas claramente ainda não tiveram de trabalhar com colegas irritantes.

3.12.17

Riscar da bucket list*

* que não tenho, mas podia.

conduzir nos estados unidos. um carro automático. suv. senti-me um adulto a sério. daqueles que está a fazer coisas importantes com a sua vida.

Pessoas que sabem como conquistar o meu coração

no primeiro dia fomos comer gelado. estava um frio de rachar e ambos concordámos que era uma altura tão boa como outra qualquer. hoje fomos comer waffles como pequeno almoço slash almoço à uma da tarde. se isto não der em nada, pelo menos deixa-me o estômago contente.

22.11.17

One year ago today

mudei-me da ilha mais fria para a ilha menos fria. e nos doze meses que se seguiram a minha vida deu uma volta de 360 graus. se me contassem, eu não acreditava.
here's to life changing decisions.

20.11.17

17.11.17

Manganet, porque raio estás a fazer publicações às seis da manhã?

não estou. são dez da noite na califórnia.

Para reparar

hoje é dia dezassete do onze do dezassete.

Let it rain, let it pour. Let the tears come down like a waterfall.

 I'd rather live with the pain than die feeling nothing at all.

Sabes que tens alguém no rostering que gosta de ti quando

te dão folga no natal por dois anos consecutivos e o voo para a passagem de ano que tinhas pedido.

O amor é

hoteis que deixam a pessoa das entregas de comida levar-te a comida ao quarto em vez de te obrigarem a ir à receção buscar.

15.11.17

Determination is the new sexy

pessoas que respondem às tuas mensagens de uma só linha com seis mensagens de seguida e várias perguntas pelo meio.

14.11.17

Do you believe in life after love?

pior do que o amor, só mesmo uma crush daquelas que se fica pelo que poderia ter sido. o amor acaba e nós vamos à nossa vida, um bocadinho mais partidos ou mais amassados da luta, já depende de cada pessoa. mas uma crush que nunca chegou a ser nada... essa não te dá luta e o que não amassa o corpo, sempre amassou o cérebro.

Sabem aquela sensação da treta

quando depois duma conversa ter terminado é que te lembras de tudo o que poderias [deverias] ter dito? um valente cocó.

3:30h

sempre que volto à blogosfera questiono-me porque é que tinha deixado de cá vir de forma regular.

13.11.17

A parte má de não ter ido trabalhar

é que a joana tinha deixado uma surpresa para mim na crewroom e eu não a pude ir buscar.

Quem te manda?

ao longo dos últimos dois meses que andava a dizer a mim mesma se ao menos soubesse o motivo, as coisas podiam ficar mais fáceis. oh senhores, era tudo mentira e da grossa, que agora que sei os motivos ficou tudo só mais parvo, não mais fácil.

12.11.17

Yup

quando dizes a ti mesma não cries expectativas, convenhamos, elas já estão bem criadas e tu estás só a tentar não pensar nelas.

11.11.17

Manganet vs. o jetlag

cheguei a casa à uma da tarde e estou desde essa altura a querer ir dormir. passei o dia a editar vídeos para não adormecer. nailed it.

22:22h

vira o disco e toca ao mesmo: estou novamente a questionar-me se devo ir buscar as bolachas.

Emigrante bimba vezes infinitos

um erro ortográfico em cada publicação. pá, não tem perdão. camões está a dar voltas no caixão à minha pala. qualquer dia sou obrigada a devolver o passaporte português. que vergonha, que vergonha...

10.11.17

O episódio número 300 de grey's

all we can do is keep breathing.

Cenas que os passageiros me dizem e que fazem o meu dia

thank you so much for your help. you're very kind and very very good at your job. i wish that more people with jobs that demand customer care would have your level of patience and willingness to listen, help and provide solutions.

9.11.17

Se há coisa que me faz muita confusão

são pessoas que, tendo menos de 30 anos, não sabem falar inglês.
é do género: atualmente, ninguém tem desculpa para chegar a essa idade sem perceber o básico dos básicos do inglês. a menos claro que vivam de baixo duma pedra, nesse caso retiro o que disse.

00:35h

alguém que me dê um bom motivo para eu não ir agora mesmo buscar um pacote de bolachas ao armário.

Manganet aos 23 anos

acredito que, até prova em contrário, todas as pessoas são boas pessoas. por vezes, até mesmo com provas em contrário. acho que ainda está para vir um problema que o gelado não ajude a resolver. tenho muita muita dificuldade em tomar decisões e, depois de feito, fico sempre a questionar-me se foi a decisão certa. não gosto de montanhas russas e tenho medo de gatos. os gatos, porém, tendem a gostar de mim - segundo os seus donos. tenho mais livros na minha estante de livros para ler do que aqueles que consigo ler. não sei gostar de nada ao de leve. quando gosto, torna-se imediatamente a minha coisa preferida até lhe perder o interesse por completo. nunca mais me voltei a esbarralhar no chão desde que deixei de ter aulas de educação física - muitas vezes ainda me questiono como consegui sobreviver a doze anos daquilo. continuo a ter mais perguntas do que respostas mas a vida faz-me sentido. acordo [quase] todos os dias com a certeza de que estou onde queria estar, pelo menos por agora. não sou boa a fazer grandes planos para o futuro. aceitei que - por mais cliché que seja - só tem um coração partido quem se deixou amar e fiz as pazes comigo mesma, mesmo nas noites em que choro até adormecer. aprendi a estar sozinha sem me sentir solitária, embora nem sempre me apeteça estar sozinha. tenho a minha própria casa e sabe-me bem estar aqui. a única coisa que me falta é um microondas e talvez um dia trate disso. pela primeira vez em muito tempo, não estou farta do que faço. tenho um trabalho que me faz feliz e, embora seja um trabalho e muitas vezes preferisse ficar em casa de papo para o ar, não me imagino a fazer mais nada neste momento. no início no ano cortei o cabelo bem curto. apeteceu-me. queria ver como me ficava. gostei. há uma certa liberdade que só um cabelo curto nos dá. também já não tenho franja, mas isso já não é de agora. comecei a publicar vídeos regularmente no youtube e há qualquer coisa de fantástico em poder falar sobre os assuntos que me interessam sem me preocupar se estou a aborrecer a pessoa à minha frente ou não. por falar nisso, aos vinte e três anos continuo a falar de mais. dizem-me que conto as coisas carregadas de pormenores e que a maioria das pessoas não consegue fazer isso. eu acho que é só uma forma simpática de me dizerem que conseguiria transmitir a ideia essencial da história sem tanto blá blá blá, mas isso é uma arte que ainda não dominei. a minha mãe continua a insistir que eu devia escrever um livro. as pessoas dizem-me várias vezes que eu dava uma boa psicóloga. não lhes digo nada, mas sorrio sempre perante essa ironia. tal e qual como uma criança de cinco anos, um dos meus pratos preferidos continua a ser douradinhos. e nada faz frente a uma [ou duas] fatias de pudim. os dias não são todos bons e as coisas nem sempre correm como eu achei que iriam correr. há muitas coisas que acho que ficam à quem do seu potencial. sinto sempre tudo demasiado intensamente e isso muitas vezes [quase sempre] deixa-me de rastos. mas há muitos anos atrás alguém me disse é aos poucos que a vida vai dando certo e eu lembro-me dessa frase muitas vezes. aos vinte e três anos aprendi que o auto-amor é necessário e que também o é libertarmo-nos do que nos puxa para trás, que às vezes é preciso dar dois passos atrás para a seguir darmos uns quantos em frente. existem muitas razões para sorrir mas, ainda assim, também não faz mal sentirmo-nos tristes. a tristeza é inevitável e a dor faz parte do crescimento. não tenho jeito para tomar decisões e durante muito tempo questionei várias vezes as grandes decisões que tomei nos últimos dois/três anos da minha vida, mas quando olho para trás não consigo deixar de sentir um certo orgulho em mim mesma por ter sido capaz de não só as tomar, mas também de seguir em frente com elas, mesmo quando parecia que já não estava a ir a lado nenhum.
aos vinte e três anos, não tenho tudo o que sempre quis, mas estou psicologicamente num sítio feliz e sei que estou a caminhar na direção certa. aprendi que a única coisa que cai do céu é a chuva e que os sonhos só se tornam realidade quando fazemos alguma coisa por eles e eu não estou pronta para desistir dos meus.

8.11.17

Qualidade de vida

chegou-me hoje uma encomenda da amazon na qual vinha, entre outras coisas, o meu próximo bullet journal e um rato para o computador. agora sim.

23 coisas que aprendi antes dos 23

1. é preciso saber ir, não só saber deixar ir.
2. as lágrimas secam, mesmo quando demora meses.
3. se puderes conquistar só uma coisa, conquista a tua própria liberdade.
4. a distância aperta os laços.
5. não leva assim tanto tempo a chegar ao outro lado do mundo.
6. o jetlag consegue ser tramado.
7. a parte mais assustadora duma aranha - qualquer aranha - é quando a aranha desaparece.
8. as pessoas têm muita dificuldade em aceitar coisas se não lhes for fornecida uma explicação.
9. nem toda a gente quer o teu bem e nem toda a gente está aqui para te ajudar.
10. existem vários tipos de saudades diferentes.
11. se as janelas estiverem abertas, a porta de casa vai fechar-se sozinha.
12. o dinheiro não compra felicidade, mas paga-te umas férias bem jeitosas.
13. a única forma de fazer um bom trabalho é gostar do que se faz.
14. já dizia o john green: pain demands to be felt.
15. é preciso saber construir barreiras mentais para manter as pessoas feias de espírito longe da tua cabeça.
16. num ano, muita coisa muda.
17. à medida que cresces, o teu círculo de amigos fica bem mais restrito e bem mais importante.
18. o amor próprio não é egoísmo, é uma necessidade.
19. qualquer altura do ano é uma boa altura para comer gelado.
20. nunca vais saber qual é a decisão certa até teres tomado uma decisão.
21. é importante construir uma vida que traga tamanha satisfação que, mesmo num dia mau, consegues dizer a ti mesma é só um dia mau, não uma vida má.
22. as pessoas que se preocupam vão sempre encontrar alguma forma de o demonstrar.
23. não faz mal pedir conselhos. e também não faz mal não os seguir.

Ainda só se passaram dois anos e já estou a ficar uma emigrante bimba

há uns tempos saiu-me a meio duma frase qualquer a palavra cidadões. juro que a minha mãe ficou sem cor na cara.
e agora acabei de ter de googlar a palavra proporção* porque não sabia se se escrevia proporção, proporsão, porpusão, purpoção,... [inserir aqui inúmeras possibilidades, todas elas me passaram pela cabeça].
e a minha mãe diz que eu ando a ler demasiado... não mãe, claramente não ando a ler o suficiente! dêem-me um buraco que eu escondo-me já lá dentro.

* é assim, certo????

Não digas a ninguém

durante muitos meses achei que ias aparecer-me à frente por volta da altura do meu aniversário. ensaiei mentalmente o que dizer, o que fazer, como reagir se [quando] isso acontecesse. muitas vezes achei a ideia rídicula, é claro que isso não vai acontecer, que parvoíce. mas passado algum tempo voltava a acreditar cegamente nisso. parecia-me tão certo, tão óbvio. parecia-me o desfecho final desta história. romântico e dramático qb, como eu achava que o éramos. e então durante meses, meses!, eu sorria com a possibilidade de te voltar a ver. imaginei mil cenários diferentes: no aeroporto quando chegasse, no aeroporto quando estivesse prestes a ir-me embora, mas sobretudo achei que ias tocar à campainha de casa dos meus pais. quando cheguei ao aeroporto, olhei para a pequena multidão que estava na zona das chegadas e obriguei-me a não procurar por ti. até ter saído do aeroporto houve sempre uma parte de mim que, involuntariamente, esperou que me agarrasses o braço. uma cena à filme. os dias passaram-se e eu fui mandando aquela certeza de que ias aparecer embora. um dia tocaram à campainha e eu ignorei. ignorei como faço sempre porque nunca respondo à campainha. depois tocaram outra vez e outra e outra e de repente aquela certeza voltou até mim com toda a força, atingiu-me como um raio. respirei fundo antes de pegar no intercomunicador e fazer a tão parva pergunta do quem é? ninguém respondeu. voltei a perguntar. e perguntei uma última vez enquanto me preparava para ouvir a tua voz ao fim de tanto tempo. ninguém respondeu. fui à janela. era uma senhora que nunca tinha visto na vida e que, pela maneira como olhava para os vários prédios, estava claramente à procura dum número específico. parva parva parva, é claro que ele não iria fazer todos aqueles quilómetros só para te tocar à campainha. e os dias continuaram a passar e eu fui e voltei e tu não apareceste nem tão pouco me deste os parabéns e essa... essa era a única coisa da qual eu tinha mais certeza do que tu ires aparecer: tinha a certeza que não irias deixar passar esse dia sem falar comigo. porque esse era o dia. e enquanto estava sentada naquele avião, a ver as luzes de lisboa ficarem cada vez mais longe, apercebi-me que aquele sim era o desfecho final desta história: a ausência.
há dias em que tenho tantas saudades tuas que me esqueço de como se respira.

Sobre os dias que passei em portugal*

não comprei nenhum livro, mas as minhas amigas ofereceram-me um como prenda de anos, joguei bowling, comi hambúrgueres, tive direito a bolo de aniversário duas vezes, a minha mãe ofereceu-me um livro de colorir para quem não consegue dormir, jogámos jogos de tabuleiro noite dentro até às oito da manhã enquanto bebíamos ice tea em chávenas de chá porque afinal-não-havia-copos, comemos donuts e pipocas, fui ao cinema com o meu pai, voltei a conduzir, fomos passear a cascais com os meus avós, dormi até tarde mas não até demasiado tarde, esgotei horas preciosas da minha vida em filas de espera em bancos, uma das minhas amigas teve dezanove na tese de mestrado, o meu pai fez arroz doce, voltei a pintar o cabelo de vermelho.

* sem nenhuma ordem em específico

Sobre os dez dias que passei em portugal a propósito do meu aniversário

acho que as pessoas lá acreditam seriamente que portugal faz fronteira com a sibéria. a quantidade de pessoal com kispos e camisolas de malha que vi na rua enquanto eu andava de t-shirt.

3.11.17

---

existe um documento no meu computador com o meu coração partido. escrevo lá sempre que encontro um dos bocados perdidos pelo chão, numa tentativa parva de que um dia ele volte a ser inteiro.

30.10.17

There's no place like home

o meu pai comprou-me uma caixa de areias toda xpto e estão já na minha lista das melhores areias do mundo.

7.10.17

Ctrl + P

Quando depois do embarque terminar ainda ficamos com a porta aberta mais vinte minutos porque estamos à espera da lista final de passageiros, começo sempre a questionar-me se estarão a escrever a lista à mão.

À parte

(chicken or beef faz muito mais sentido que frango ou vaca)

A verdade sobre o serviço de refeições a bordo:

a sério, existem voos em que temos 20 refeições de vaca e 80 refeições de frango.

A verdade sobre o serviço de refeições a bordo:

everybody wants chicken.

Verdade ou mentira?*

há pessoas que levam mais de dois minutos a decidir se querem comer frango ou vaca.

* ou a minha vida dava um filme.

Verdade ou mentira?*

há pessoas que vão descalças à casa de banho do avião.

* ou a minha vida dava um filme.

Repetir mentalmente quando me começar a esquecer

é preciso tempo & perspetiva, tempo & perspetiva, tempo & perspetiva. mas quanto tempo e quantas perspetivas diferentes?

Ao fundo da rua do hotel

uma livraria com dois andares. yes please.

O oitavo livro do harry potter

estava chato no início mas agora a história está gira e quero ir ver a peça de teatro se faz favor e obrigada.

Sim

de vez em quando gosto de ir aos sites de casas para alugar e ver o que há aqui pelas redondezas só para concluir, mais uma vez, que a minha casa é a que tem melhor relação qualidade-preço. yay.

30.9.17

7225

da última vez que falamos ouvi as tuas lágrimas a caírem, o teu coração a partir-se e a tua voz a tremer. Mal sabes tu as vezes que já pensei em ti desde esse dia. Faço o quê?

7224

Bad decisions don't always make good stories.

7223

A tua cara começa a perder os pormenores na minha memória mas o meu corpo ainda tem a forma do teu.

7222

O pior tipo de saudades são aquelas em que querias tanto tanto tanto falar com a pessoa mas sabes que é melhor não.

5.9.17

O que sobe também desce

na primeira noite que passei nesta casa, depois de ter feito a mudança, a lâmpada do quarto fundiu-se. felizmente, era igual à lâmpada do corredor, por isso fui buscar essa para pôr no quarto. durante meses e meses vivi numa casa sem luz no corredor porque nunca me dava ao trabalho de ir comprar uma lâmpada nova. ao fim de sensivelmente seis meses, lá o fiz. nesse dia, o dia em que passei a ter luz em todas as divisões da casa, achei que tinha subido na vida. há três dias atrás, quando acordei acendi a luz do quarto e a lâmpada fundiu-se. fui buscar a lâmpada do corredor. já estão a ver onde é que esta história vai parar não é?

2.9.17

Sobre os casamentos

não percebo aquela coisa do bolo ficar para o fim. se um dia me casar fica já aqui o aviso de que o bolo vai ser a primeira coisa a acontecer.

Viva o jet lag

acordei à meia noite. o meu despertador vai tocar daqui a duas horas e meia.

22.8.17

Para quem ainda não reparou

tenho andado pelo youtube ultimamente. publico vídeos todos os sábados de manhã. procurem-me por lá se quiserem saber o que ando a fazer.

Sobre a vida à volta do mundo

voltei ao meu destino preferido, ao fim de mais de seis meses depois. assim até sabe bem ser chamada de standby.

21.7.17

O meu aniversário é no final de outubro*

Swatch go to gate.
É para embrulhar, shashavor.

*Como tem sido, aliás, todos os anos.

"estou a ler o primeiro livro duma trilogia de ficção científica"

...Ora aí está uma coisa que eu nunca pensei vir a dizer...

7214

one of the most difficult things in life is not letting go of what it was but rather letting go of what it might have been.

18.7.17

A pior parte da espera

é quando estás à espera de uma coisa que não sabes o que é, não sabes quando vem e não sabes sequer se existe.

Existem dois tipos de pessoas no mundo

as que esperam e as que são esperadas.

What is even this?

há três noites consecutivas que acordo com um pesadelo antes das oito da manhã.

[não sei se é mais estranho o facto de andar a ter tantos pesadelos, se o facto de andar a acordar tão cedo]

16.7.17

Pára tudo

ao vim de meses e meses e meses e meses e meses (...) saiu mais um livro de edição portuguesa da queridíssima lesley. muitos corações à volta disto, que eu já achava que as editoras portuguesas tinham desistido dela para sempre.

28.6.17

Manganet e as tecnologias

tinha filmado um vídeo de bullet journal sobre a preparação do mês de julho. ou pelo menos achei eu que tinha filmado, porque afinal não filmei. agosto será então.

24.6.17

100 coisas que me fazem feliz

52. aterragens no cockpit.

100 coisas que me fazem feliz

51. duches com a pressão de água perfeita.

100 coisas que me fazem feliz

50. lavar o cabelo no cabeleireiro

100 coisas que me fazem feliz

49. ar condicionado

100 coisas que me fazem feliz

48. o cheiro dos livros

100 coisas que me fazem feliz

47. hoteis que servem o pequeno almoço até ao meio dia

New york - as seen from the clouds






ps: se olharem com atenção, nas terceira e quinta fotografias conseguem ver lá ao fundo, mesmo na linha do horizonte, os grandes arranha céus de manhattan.

Quando uma pessoa pensa que vai aproveitar a manhã no hotel para pôr este blogue em dia...

... e o hotel tem a internet mais lenta do mundo.

16.6.17

Ya

desde que me [re]começou a dar a maluquice dos livros já comprei três e tenho mais oito nos shopping bag de vários sites. é a desgraça.
Tell them all I know now. Shout it from the roof tops, write it on the sky line. All we had is gone now. Tell them I was happy and my heart is broken, all my scars are open. Tell them what I hoped would be impossible.

8.6.17

Oiçam o que vos digo

quando precisas que o mundo te mostre que afinal não é bem assim, o mundo prova-te que és a pessoa mais sábia de sempre e dá-te toda a razão. estavas certa, não viste mal as coisas, estavas mesmo certa; quando queres que o mundo te dê um aperto de mão e te diga é isso mesmo, estás a ir no caminho certo, ele tira-se o tapete dos pés e mostra que afinal não é bem assim.
só estamos certos quando não é suposto estarmos. como é possível seguir em frente com isto, hein?

6.6.17

Yup

depois de dias a sentir-me deprimida, começo a achar que o que eu preciso é de mais projetos, mais livros, mais ocupação, menos horas vazias.

Manganet pergunta

qual o vídeo que querem ver primeiro? uma receita gulosa, como corrigir os erros no bullet journal, diferentes tipos de sleep trackers ou conhecer a minha coleção de canetas? é escolher.

Focus


falta menos de um mês para ir ficar de papo para o ar num paraíso assim.

19:06h

há algo de trágico e poético em ter os pensamentos escritos em guardanapos.

2.6.17

O estado da minha vida

já não sei se é jet lag ou se é mesmo só preguiça.

23.5.17

Uma pirosa

vi o último episódio de grey's e, embora não tenha chorado, fiquei com o coração pequeno pequenino.
há bocado fim um filme qualquer ranhoso sobre noivas que estava a dar na fox life (e que nem apanhei desde o início) e chorei que nem um bebé.

21.5.17

Six months ago today

Há seis meses atrás, no dia de hoje, o sol decidiu aparecer por entre as nuvens no céu da Irlanda. Há seis meses atrás, filmei aqueles que foram os últimos segundos que passei naquela pista de aeroporto que tantas e tantas vezes tratei por 'tu'. Passou meio ano desde então e, embora esta tenha sido ainda a última vez que tive todo aquele verde no meu horizonte, posso dizer que Dublin terá sempre um lugar especial no meu coração. Já estive em muitos sítios, vi muitas cidades novas desde então, mas Dublin será sempre o sítio onde embora o inverno seja mais longo, o verde também é mais verde, o outono é mais outono e o verão fica mais fácil. Dublin será sempre o sítio onde tudo começou. E uma parte de mim vai sempre estar lá. O nosso caminho somos nós que o escolhemos. E eu não me arrependo nem por um minuto de ter escolhido um caminho que me tenha levado até aquela cidade mais - tão - a norte. Hoje percebo, embora na altura não o soubesse, que muito do que sei e sou hoje, aprendi-o ali. O preço dos sonhos paguei-o alto ali. As mais pesadas lágrimas chorei-as ali. E Portugal nunca me soube tanto a casa como quando fui para ali. Andei na melhor escola de aviação. Saiu-me a ferros. Deitou-me ao chão várias vezes. Irritou-me. Desgastou-me. Levou-me ao limite e testou-o. Fez-me duvidar se o teria em mim várias vezes. Mas não saberia metade do que sei hoje se não tivesse passado por isso. Ainda hoje, tantos meses depois, me baseio em coisas que aprendi ali para tomar decisões. Por isso, quando me perguntam como foi trabalhar para aquela famosa companhia aérea azul e amarela da qual se ouve muito mal e pouco bem, a minha resposta é invariavelmente esta: se queres ficar nesta coisa da aviação durante algum tempo, então vai. Não vais encontrar melhor escola do que aquela. Melhor preparação mental para os desafios do dia a dia do que aquilo. Não vais descobri o quanto gostas disto enquanto não enfrentares o bicho mais difícil durante uns meses. Vai. Começa por baixo. Baixa a cabeça e aprende. Aprende tudo o que puderes. Observa muito. Absorve tudo. Deixa que a experiência te molde. E um dia, quando descobrires que o tens em ti, levanta a cabeça e sai. Porque tu mereces melhor, mas em algum momento, aquilo foi o tudo o que tu precisavas. O caminho faz-se caminhando. Não queiras tudo duma vez. Eu não me arrependo nem por um minuto dos caminhos que me levaram uma vez até Dublin.
Há seis meses atrás, no dia de hoje, o sol decidiu aparecer por entre as nuvens no céu da Irlanda, e enquanto o avião cruzava aquelas nuvens e o sol batia mais forte na minha janela, eu soube: dificilmente algo me mudaria tanto como aquele ano que tinha passado. E por isso, quando a lágrima teimosa que eu estava havia horas a tentar prender, finalmente caiu, eu deixei-a cair, enquanto olhava uma última vez para a vista mais verde de sempre. E, ao contrário de muitas outras lágrimas que me caíram ali, grandes e dolorosas, aquela foi de alegria. Por me ter tornado na pessoa que queria ser.

17.5.17

La la land

toda a gente falava maravilhas do filme antes dele estrear. quando saiu, ouvi horrores sobre ele. a opinião geral é que era uma valente seca. tenho a dizer que o vi ontem e adorei. histórias de amor sem um final feliz são outra coisa. e aquele o que poderia ter sido já no fim do filme, tocou-me bastante perto de casa. no final fiquei com o coração um bocadinho mais partido, mas com vontade de rever já o filme.

14.5.17

Long story short

REIS DA EUROPA!

Andam para aí a dizer até os avecs votaram em nós...

... Mas na verdade foram os emigrantes todos que temos na França pá.

Sobre os 3 Fs

fomos, vimos e dominamos.

13.5.17

O vídeo mais pedido de sempre*


*com três fantásticos pedidos.

Sobre a eurovisão - ou eu tinha mesmo de falar sobre isto

claro que gosto muito da música do nosso querido salvador. acho foleiro que quase todos os países tragam músicas em inglês. aliás, acho que devia ser obrigatório que as músicas fossem cantadas na língua do seu país, já que isto é um concurso de uns países contra os outros. e porque é que é mesmo que a austrália faz parte disto?

12.5.17

Manganet pergunta

que tipo de comida posso levar para um sítio onde não tenho frigorífico nem fogão para cozinhar nada?

- para além de bolachas, 'tá? Obrigadinha -

01:51h

Se estiveres a ver um filme bonito e tiveres comichão num olho e fores coçar vai sempre parecer que estás a limpar uma lágrima.

01:49h

Se estiveres a jogar um jogo de cartas tipo a sueca - em que tens um parceiro -, se precisares de tossir vai sempre parecer que estás a tentar fazer sinais para a outra pessoa.

25.4.17

Porra

ainda tínhamos tanto para dar.

21.4.17

A melhor parte dos cereais

é mesmo aquele leite que fica no fim e que é a cena mais gulosa de sempre.

16.4.17

I'll put this love in a bottle and I'll go to the beach, lose the pain and sorrow as it flows out to sea. And if it's you, if it's you, if it's you, you'll come back to me but for now I'll be right here with the memories. Just look at me now I've got reasons to smile 'cause the birds gonna sing and the rain's gonna fall and the sun will shine, just look at me now.

15.4.17

Esta semana fui ao ginásio duas vezes

um minuto de silêncio para apreciar este acontecimento.

Life in america

encontrei uma espécie de supermercado com uma secção de beauty que vende tudo em tamanho gigante e preços catitas. devia começar a aceitar encomendas e fazia negócio.

Ah e tal diz que é páscoa

mas como eu não tenho um ovo de chocolate, não conta.

11.4.17

Manganet pergunta

já alguém pintou o cabelo com henna? Opiniões sobre o assunto?