Mostrar mensagens com a etiqueta Sobre mim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sobre mim. Mostrar todas as mensagens

4.12.17

Daquela coisa do antes eu costumava cantar no duche, agora penso sobre a vida

hoje estava a tomar duche quando me apercebi que uma das melhores decisões que já tomei foi não me ter inscrito no mestrado. dar o salto para fora quando o chão ali já não me chamava. a vida faz-me muito mais sentido assim.

9.11.17

Manganet aos 23 anos

acredito que, até prova em contrário, todas as pessoas são boas pessoas. por vezes, até mesmo com provas em contrário. acho que ainda está para vir um problema que o gelado não ajude a resolver. tenho muita muita dificuldade em tomar decisões e, depois de feito, fico sempre a questionar-me se foi a decisão certa. não gosto de montanhas russas e tenho medo de gatos. os gatos, porém, tendem a gostar de mim - segundo os seus donos. tenho mais livros na minha estante de livros para ler do que aqueles que consigo ler. não sei gostar de nada ao de leve. quando gosto, torna-se imediatamente a minha coisa preferida até lhe perder o interesse por completo. nunca mais me voltei a esbarralhar no chão desde que deixei de ter aulas de educação física - muitas vezes ainda me questiono como consegui sobreviver a doze anos daquilo. continuo a ter mais perguntas do que respostas mas a vida faz-me sentido. acordo [quase] todos os dias com a certeza de que estou onde queria estar, pelo menos por agora. não sou boa a fazer grandes planos para o futuro. aceitei que - por mais cliché que seja - só tem um coração partido quem se deixou amar e fiz as pazes comigo mesma, mesmo nas noites em que choro até adormecer. aprendi a estar sozinha sem me sentir solitária, embora nem sempre me apeteça estar sozinha. tenho a minha própria casa e sabe-me bem estar aqui. a única coisa que me falta é um microondas e talvez um dia trate disso. pela primeira vez em muito tempo, não estou farta do que faço. tenho um trabalho que me faz feliz e, embora seja um trabalho e muitas vezes preferisse ficar em casa de papo para o ar, não me imagino a fazer mais nada neste momento. no início no ano cortei o cabelo bem curto. apeteceu-me. queria ver como me ficava. gostei. há uma certa liberdade que só um cabelo curto nos dá. também já não tenho franja, mas isso já não é de agora. comecei a publicar vídeos regularmente no youtube e há qualquer coisa de fantástico em poder falar sobre os assuntos que me interessam sem me preocupar se estou a aborrecer a pessoa à minha frente ou não. por falar nisso, aos vinte e três anos continuo a falar de mais. dizem-me que conto as coisas carregadas de pormenores e que a maioria das pessoas não consegue fazer isso. eu acho que é só uma forma simpática de me dizerem que conseguiria transmitir a ideia essencial da história sem tanto blá blá blá, mas isso é uma arte que ainda não dominei. a minha mãe continua a insistir que eu devia escrever um livro. as pessoas dizem-me várias vezes que eu dava uma boa psicóloga. não lhes digo nada, mas sorrio sempre perante essa ironia. tal e qual como uma criança de cinco anos, um dos meus pratos preferidos continua a ser douradinhos. e nada faz frente a uma [ou duas] fatias de pudim. os dias não são todos bons e as coisas nem sempre correm como eu achei que iriam correr. há muitas coisas que acho que ficam à quem do seu potencial. sinto sempre tudo demasiado intensamente e isso muitas vezes [quase sempre] deixa-me de rastos. mas há muitos anos atrás alguém me disse é aos poucos que a vida vai dando certo e eu lembro-me dessa frase muitas vezes. aos vinte e três anos aprendi que o auto-amor é necessário e que também o é libertarmo-nos do que nos puxa para trás, que às vezes é preciso dar dois passos atrás para a seguir darmos uns quantos em frente. existem muitas razões para sorrir mas, ainda assim, também não faz mal sentirmo-nos tristes. a tristeza é inevitável e a dor faz parte do crescimento. não tenho jeito para tomar decisões e durante muito tempo questionei várias vezes as grandes decisões que tomei nos últimos dois/três anos da minha vida, mas quando olho para trás não consigo deixar de sentir um certo orgulho em mim mesma por ter sido capaz de não só as tomar, mas também de seguir em frente com elas, mesmo quando parecia que já não estava a ir a lado nenhum.
aos vinte e três anos, não tenho tudo o que sempre quis, mas estou psicologicamente num sítio feliz e sei que estou a caminhar na direção certa. aprendi que a única coisa que cai do céu é a chuva e que os sonhos só se tornam realidade quando fazemos alguma coisa por eles e eu não estou pronta para desistir dos meus.

6.6.17

Yup

depois de dias a sentir-me deprimida, começo a achar que o que eu preciso é de mais projetos, mais livros, mais ocupação, menos horas vazias.

2.6.17

O estado da minha vida

já não sei se é jet lag ou se é mesmo só preguiça.

15.4.17

Esta semana fui ao ginásio duas vezes

um minuto de silêncio para apreciar este acontecimento.

28.3.17

A verdade que não precisas de dizer

numa conversa daquelas que não interessam a ninguém, uma colega minha perguntou-me porque é que eu usava rímel à prova de água. disse-lhe que era por causa das lentes de contacto, para as poder pôr e retirar à vontade sem esborratar o rímel. ela acenou e disse que fazia sentido. mas a verdade é porque qualquer outro rímel não seria capaz de aguentar aqueles dez segundos de now panic and freak out quando fechas a cortina, encostas a cabeça na almofada e deixas o mundo desabar mais um bocadinho.

23.3.17

A morning person que [aparentemente agora] há em mim

hoje acordei eram seis e meia da manhã.

22.3.17

Aparentemente ​agora sou uma pessoa que acorda cedo (?)

não sei como é que aconteceu, mas já é para aí o quinto dia consecutivo em que acordo antes das oito e meia da manhã, independentemente da hora a que me deitei.

21.3.17

Podes tirar a miúda da preguicite mas não podes tirar a preguicite da miúda

tinha planeado aproveitar o tempo do voo para editar mais um vídeo do bullet journal.
adormeci assim que me sentei naquele avião.

Manias

sou incapaz de chegar a casa e deixar a mala de viagem ali no chão por arrumar. é como se a casa ficasse torta.

20.3.17

Não é preciso pensar muito para chegar a esta conclusão

às vezes tenho saudades de ser estudante só para poder escrever e escrever e escrever e ter páginas e páginas, cadernos e cadernos escritos à mão. Usar as canetas até ao fim.

Ah é verdade

deu-me um acesso de loucura no outro dia e cortei o cabelo pelos ombros. Foram assim uns quinze centímetros. Estava grande grande. E quando digo pelos ombros eu quero mesmo dizer é acima dos ombros. Devo ter apanhado muito sol na cabeça quando cheguei a Portugal porque isto só pode ter sido o resultado de semanas de jet lag misturadas com uma ensolação.

2.3.17

Current status

acho que as oreos me estão a dar a volta à barriga.

Current status

a tapar o buraco do coração com oreos.

27.1.17

7095

Consigo lidar com coisas visíveis. Consigo pôr todas as tuas cartas, postais e post its dentro de uma caixa (embora, confesso, ainda não o tive coragem de fazer e todas essas coisas estão onde sempre estiveram e onde eu achei que iriam continuar indefinidamente). Talvez daqui a uns tempos essa caixa não esteja mais cheia de dor por dentro. Mas como eu estava a dizer, consigo lidar com coisas visíveis. Coisas que posso agarrar e pôr numa caixa. Ignorar e fingir que não existem mais. Que nunca aconteceram. Consigo lidar com isso. A parte má são só as memórias. Não há em mim uma caixa para esconder as memórias e fingir que não aconteceu. Essa é a pior parte. E podia ser só isso, não fossem as memórias o resto todo.

20.1.17

02:42h

era capaz de dar bom dinheiro por um pacote de bolachas com recheio de morango agora.

29.12.16

Uma coisa importante que aprendi em 2016

Ter coragem de fazer mudanças.

22.12.16

17 coisas sobre mim antes de começar 2017

1. as minhas sobrancelhas crescem sempre de forma descontrolada e só ficam bem nas mãos de quem sabe bem o que faz.
2. adoro pôr roupa a lavar e dobrar a roupa depois de seca. não gosto nada de estendê-la.
3. adoro arrumar a loiça suja na máquina da loiça. detesto arrumar a loiça lavada nos armários.
4. é muito raro espirrar mais do que uma vez de seguida.
5. embora tenha um dos nomes mais comuns de sempre, não tenho nenhuma amiga com o mesmo nome que eu. de facto, é super raro conhecer alguém com o mesmo nome.
6. desde que saí de portugal muitas vezes penso primeiro em inglês e depois em português.
7. gosto mais de morar em sítios calmos e sossegados onde não se passa nada do que no meio de grandes cidades movimentadas.
8. ainda nunca tive coragem de conduzir um carro com o volante do lado direito. tentei uma vez no bairro onde morava e achei aquilo tão esquisito que me senti como na primeira aula de condução e desde aí acho que pôr-me ao volante dum carro no lado errado da estrada não iria correr bem e que iria provavelmente causar um acidente.
9. não tenho música no telemóvel. em vez disso, uso o meu mp3 da creative que tem 1gb de memória e deve ter uns 10 anos. usa uma pilha aaa e funciona lindamente.
10. não gosto de ver televisão às escuras. na verdade, não gosto de estar em sítios pouco iluminados e quando isso acontece começo logo a ficar com sono.
11. odeio quando as pessoas arrotam à mesa.
12. adoro embrulhar coisas em papel de embrulho mas não tenho jeito nenhum para o fazer.
13. adoro o conceito de beber chá. acho super bonito e relaxante. no entanto não posso com o sabor nem com o cheiro de nenhum chá.
14. eventos sociais em geral deixam-me, mais do que desconfortável, aborrecida. gosto de falar com pessoas e estar com pessoas mas não gosto de o fazer com muitas pessoas ao mesmo tempo nem em sítios movimentados e barulhentos. prefiro estar sossegada em qualquer sítio com duas ou três pessoas e está bom.
15. não consigo andar descalça em casa. nem só de meias. ando sempre de pantufas com meias ou de chinelos de borracha sem meias.
16. quando escrevo, agarro na caneta com quatro dedos e não apenas com três como é habitual.
17. não consigo usar a mala no ombro esquerdo. sempre que tento, sinto que tenho de andar inclinada para a mala não escorregar. é-me fisicamente impossível andar direita e manter a mala nesse ombro. não sei como é que há pessoas que o fazem mas acho sinceramente que é um talento.

Podes tirar o verniz vermelho da miúda, mas nunca tirarás a miúda do verniz vermelho

pintei hoje as unhas de vermelho pela primeira vez em sei lá quantas semanas. se eu não tinha ainda razões suficientes para gostar destas férias forçadas, acabei de arranjar mais uma.

25.11.16

17:28h

estou sentada no sofá de pijama com o computador no colo. adoro esta coisa das férias.